Para a hora do jogo

Sou absolutamente apaixonada por biscoito de polvilho. Confesso que, junto ao pão de queijo e ao mamão, é a coisa de que mais sinto falta do Brasil. Meus amigos sabem bem que aperitivo na minha casa era sinônimo de cerveja e meus adorados biscoitinhos.

Pois bem, aqui não tem.

Então tive que encontrar um substituto à altura. E encontrei. Chama-se taralli, ou, carinhosamente, tarallucci.

A receita tradicional vem da Puglia, e é feita de farinha, vinho branco, óleo e sal. Existem também variações clássicas, como com semente de erva-doce (semi di finocchio) e peperoncino – sempre ele. Na verdade, há também muitas outras variações sobre o mesmo tema; apesar de a receita não ser daqui, no mercado municipal de Bologna há uma barraquinha especializada neles: Vini E Sapuri (Mercato delle Erbe, Via Ugo Bassi, 23). Tem de todos os sabores que se pode imaginar, como integral, calzone, nozes, cime di rapa (que é tipo brócolis, típico da Pulha), sem contar nas versões doces …; alguns funcionam bem, outros menos, mas vale pela diversão.

Mas o que importa é que, em geral, os taralli são rosquinhas crocantes por fora, pouco areadas – o oposto do biscoito de polvilho – e, uma vez mordidas, esfarelam na boca sem fazer “croc-croc”. Quanto ao sabor, é salgadinho e saboroso, e não é como a pipoca que se come uma atrás da outra até terminar o balde; é um pouco mais pesado, alguns poucos e bons bastam.

E principalmente agora que a copa chegou e os biscoitos de polvilho trazidos pela Mamma acabaram, só vai dar taralucci para acompanhar a cervejinha na hora dos jogos.

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